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Formação prática sobre o turíbulo



1. O incenso, a naveta e o turíbulo 

O incenso é uma resina que se apresenta em pequenos grãos, depois de seca. É extraída de uma árvore de origem oriental

A naveta é um recipiente em forma de navio e que serve para levar o incenso durante as celebrações. É sempre acompanhada por uma pequena colher, que serve para deitar o incenso sobre as brasas acesas.

O turíbulo pode ser considerado como ''uma esfera cortada ao meio''. A parte de baixo está suspensa por três correntes de metal, que terminam na cápsula. A parte de cima, que se chama opérculo, tem orifícios por onde sai a fumaça do incenso. O opérculo tem um outro cadeado, que termina numa argola, que serve para levantar. 


Fonte: Manual do coroinha.

2.  Como se usa o turíbulo e a naveta


2.1- Como se apresenta o turíbulo? 


O turiferário aproxima-se daquele que vai impor o incenso, com o naveteiro ao lado esquerdo. Este apresenta a naveta, enquanto o turiferário puxa para cima a argola e as correntes com a mão direita e colocando a última sobre o antebraço esquerdo. Em seguida, pegue com a mesma mão nas correntes, junto da parte superior da tampa e levanta o turíbulo até a altura adequada, pousando sobre o peito a mão esquerda, que sustenta a outra extremidade  das correntes.


O celebrante impõe incenso e benze-o. O acólito baixo o turíbulo e deixa descer lentamente da tampa até ficar bem adaptada á parte inferior do turíbulo e passa a extremidade das correntes para mão direita. 


Fonte: Arautos do evangelho 

2.2- O turíbulo na procissão 

Nas procissões, o turíbulo e a naveta vão a frente de todos, o turíbulo é levado na mão direita, balançando para frente e para trás ( com uma pequena abertura na tampa para as brasas não apagarem) e a naveta na mão esquerda. Em ambos os casos, o turiferário e o naveteiro leva a mão livre no peito.

2.3- Como se entrega o turíbulo a quem vai incensar ? 

O turiferário segura a extremidade das correntes junto ao turíbulo na mão esquerda e a outra extremidade das correntes na mão direita, entregando-o assim para o celebrante. Para receber o turíbulo faz-se o procedimento inverso. 


2.4- Quando e como incensa ? 

O incenso utiliza-se durante a procissão de entrada, no princípio da missa; para incensar a cruz e o altar; na procissão e proclamação do evangelho; após a apresentação dos dons; para incensar as oblatas, a cruz. o altar. o sacerdote e o povo; ao serem mostrados a hóstia e o cálice, depois da consagração 

Antes de incensar, o acólito  faz uma inclinação profunda para a pessoa ou para a coisa incensada.

O acólito coloca a extremidade da corrente, junto a cápsula, entre o polegar e o indicador, e, nessa posição, coloca a mão sobre o peito. Com a mão direita segura a outra extremidade da corrente, um pouco por cima do opérculo. 

Sem mover o corpo nem deslocar a mão esquerda, levanta, a uma certa distância de si, o opérculo á altura dos olhos - esta elevação chama-se ductos - e baloiça-o de frente para cima - este movimento chama-se ictus. 

Incensa-se com 3 ductos e 3 ictos

. Á elevação do Pão 
. Á elevação do cálice 
. Durante a benção do santíssimo 

Incensa-se com 3 ductos e 2 ictos

. O povo
. O celebrante 

2.5- A quem incensa o acólito ? 

Na ausência do diácono, o acólito incensa o celebrante, o povo e o pão e o cálice á consagração 


3- Alguns cuidados a ter com o turíbulo 

Nunca é demais referir que, com o tempo de utilização, o opérculo e  a base aquecem bastante, podendo provocas queimaduras. Por isso mesmo, é recomendável que o acólito evite o contato do turíbulo com materiais inflamáveis ou com o corpo. 

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